A seis meses da eleição presidencial de 2026, 43% dos brasileiros afirmam que ainda podem alterar a escolha de candidato, segundo recorte inédito da pesquisa Quaest divulgado na última semana.
Decisão de voto
O levantamento indica que 56% dos entrevistados consideram a decisão definitiva, enquanto 43% dizem que o voto pode mudar até outubro.
Firmeza entre os principais candidatos
Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 67% declararam voto definitivo e 31% admitem revisão. No grupo que apoia Flávio Bolsonaro (PL), 63% estão decididos e 36% cogitam mudança.
A disposição para trocar de candidato é maior entre apoiadores de nomes que aparecem hoje atrás na disputa:
- Renan Santos (Missão): 41% podem mudar;
- Ratinho Junior (PSD): 56%;
- Romeu Zema (Novo): 67%;
- Aldo Rebelo (DC): 74%.
Diferenças por gênero, idade e renda
Homens mostram maior convicção: 62% dizem ter decisão final, ante 49% das mulheres.
Entre eleitores de 16 a 34 anos, 52% podem rever o voto. Nos grupos de 35 a 59 anos e de 60 anos ou mais, os percentuais caem para 40% e 38%, respectivamente.
O índice de eleitores dispostos a mudar é mais alto na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos (47%). Entre quem recebe mais de cinco salários, 43% podem alterar a decisão. No segmento de até dois salários mínimos, 38% afirmam que o voto ainda não é definitivo.
Metodologia
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 6 e 9 de março. A pesquisa, contratada pelo Banco Genial S.A., tem margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-05809/2026.
Fim.
Com informações de Gazeta do Povo