Parlamentares da oposição ao governo federal reúnem-se nesta segunda-feira, 16 de março, para definir novas estratégias que visam convencer o Supremo Tribunal Federal (STF) a autorizar prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília.
O grupo pretende usar a recente crise institucional envolvendo o caso Banco Master, que colocou a Corte sob escrutínio, como argumento adicional de pressão política. “Vamos bater pesado. A Suprema Corte está envolvida em escândalos de corrupção, tráfico de influência, decisões arbitrárias, perseguição”, afirmou o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, em entrevista publicada pela Folha de S.Paulo.
Saúde frágil reacende debate
Bolsonaro foi internado pela terceira vez no ano na última sexta-feira (13) com diagnóstico de broncopneumonia bilateral, complicação associada à facada sofrida durante a campanha de 2018. No fim de semana, médicos registraram piora na função renal.
No domingo (15), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) relatou que o pai “está inchado” pelos antibióticos e que “correu sério risco de morte” antes de receber atendimento. Segundo ele, “mais uma ou duas horas” sem socorro poderiam ter sido fatais.
Boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star indica evolução clínica com melhora da função renal, mas elevação de marcadores inflamatórios no sangue, o que levou ao aumento da medicação antibiótica. O ex-presidente segue na UTI, sem previsão de alta, recebendo fisioterapia respiratória e motora intensiva.
Novo pedido ao STF
O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que levou à prisão do ex-chefe do Executivo, rejeitou no início de março solicitação da defesa para converter a detenção em domiciliar. Aliados informam que outro requerimento será apresentado nos próximos dias.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adiantou que protocolará novo pedido sustentando que o pai necessita de tratamento em casa por razões humanitárias. “Vamos insistir pelo direito básico à vida”, disse o parlamentar.
Desde que foi preso, em janeiro, Bolsonaro passou a maior parte do tempo no 19º BPM. A expectativa de seus correligionários é que o atual quadro clínico some elementos favoráveis a uma decisão diferente da Suprema Corte.
Com informações de Gazeta do Povo