Brasília, 13/07/2026 – O deputado federal Marcos Antônio Gomes, o Zé Trovão (PL-SC), afirmou que a paralisação iniciada por caminhoneiros autônomos tende a crescer caso a Medida Provisória 1.343/2026 – conhecida como MP do Frete – não seja votada até quinta-feira (16). Relator da matéria, o parlamentar publicou um vídeo nesta segunda-feira (13) responsabilizando um desentendimento entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), pelo impasse.
“Precisamos dessa votação. A paralisação só vai se estender, só vai aumentar”, declarou Zé Trovão, lembrando que a MP perde a validade se não for analisada pelo Congresso dentro do prazo.
Mobilização nacional
A greve começou na madrugada desta segunda-feira (13) como forma de pressão sobre Alcolumbre para incluir a proposta na pauta do Senado. Segundo lideranças, o movimento não se restringe aos profissionais que atuam em portos. “É geral. O objetivo é continuarmos parados até que Alcolumbre coloque a MP em votação”, disse Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL).
No Mato Grosso do Sul, estado de forte produção agrícola, caminhoneiros aguardam o desenrolar da mobilização em Santos (SP) antes de decidir pela adesão total à paralisação.
Pontos centrais da MP do Frete
A medida provisória propõe mudanças no transporte rodoviário de cargas, entre elas:
- Salário-base de R$ 5 mil para motoristas contratados pelo regime celetista;
- Definição de regras sobre o custo mínimo do frete;
- Ampliação da autonomia da ANTT para fiscalizações;
- Isenção de multas aplicadas em 2022;
- Extinção das multas relativas ao entre-eixos.
Interlocutores do Senado afirmam que há expectativa de que Alcolumbre coloque a matéria em votação ainda esta semana, mas, até o momento, nada foi confirmado.
O prazo para análise termina às 23h59 de quinta-feira (16); caso contrário, a MP caduca e as mudanças previstas deixam de valer.
Com informações de Gazeta do Povo