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Washington amplia pressão: novas sanções miram Ministério do Turismo de Cuba e milícias aliadas

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Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, um novo pacote de sanções contra o governo de Cuba. A medida atinge o Ministério do Turismo da ilha e outras nove entidades estatais responsáveis por operações de combustível, comércio exterior e transporte marítimo, além de grupos paramilitares de apoio ao regime de Havana.

Em nota, o Departamento de Estado afirmou que as dez designações fazem parte da “iniciativa abrangente” do governo Donald Trump para “encerrar as atividades malignas do regime cubano em Cuba e em todo o continente”.

Empresas e órgãos atingidos

Entre as organizações penalizadas estão:

  • Enetec S.A. – importadora e exportadora estatal de combustíveis;
  • Coreydan S.A. – responsável pela entrada de combustível subsidiado proveniente do México;
  • Grupo Empresarial de Comércio Exterior (GECOMEX) – intermediador de compra e venda de bens e serviços com parceiros internacionais;
  • Grupo Empresarial de Transporte Marítimo Portuário (Gemar) – operador de logística portuária.

No campo da segurança interna, foram incluídas as Milícias de Tropas Territoriais (MTT), a Associação de Combatentes da Revolução Cubana (ACRC) e as Brigadas de Resposta Rápida, todas apontadas por Washington como instrumentos de repressão a opositores.

Justificativa oficial

O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que os EUA “continuarão a usar todos os meios ao alcance” para enfrentar o que chamou de ameaça à segurança nacional representada pelo regime comunista e para incentivar reformas econômicas e políticas que ofereçam “um futuro melhor” à população cubana. O anúncio coincide com o quinto aniversário dos protestos de 11 de julho de 2021, que se espalharam por diversas cidades da ilha.

Pressão crescente

As novas restrições somam-se a ações adotadas em janeiro, quando Washington intensificou o bloqueio ao petróleo e impôs sanções que levaram empresas estrangeiras a suspender operações em Cuba. Em junho, o alvo foram o presidente Miguel Díaz-Canel, familiares próximos e o coronel Alejandro Castro Espín, filho do ex-ditador Raúl Castro.

O Departamento de Justiça também apresentou queixa contra Raúl Castro, acusando-o de envolvimento na derrubada de dois aviões de exilados cubanos em 1996, episódio que resultou na morte de quatro pessoas.

Com as medidas desta segunda-feira, a administração Trump reforça a estratégia de isolar economicamente Havana enquanto cobra mudanças políticas na ilha.

Com informações de Gazeta do Povo