Brasília – 20 de abril de 2026 – O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), declarou em entrevista à CNN Brasil que os vínculos atribuídos aos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, lembram “escândalos de abuso infantil na Igreja Católica”. “Isso nos dá nojo. A Corte não pode fazer negociatas”, afirmou.
Investigações e viagens sob suspeita
A fala de Zema ocorre após uma série de episódios que, desde 2025, aproximaram Toffoli e Moraes de Vorcaro, enquanto o Banco Master passou a ser investigado por supostas irregularidades no sistema financeiro.
Em novembro do ano passado, Toffoli viajou em jato particular registrado em nome de um advogado do Banco Master para assistir à final da Copa Libertadores. Semanas depois, um processo envolvendo o banco foi distribuído a ele por sorteio no STF.
Já Moraes teria utilizado, ao menos oito vezes entre maio e outubro de 2025, aeronaves ligadas a empresas do grupo de Vorcaro, acompanhado da esposa. Além disso, a advogada Viviane Barci, mulher do ministro, firmou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master para prestação de serviços jurídicos. Moraes nega qualquer irregularidade.
Críticas ao STF e reação de Gilmar Mendes
No mesmo dia, o ministro Gilmar Mendes pediu a inclusão de Zema no inquérito das fake news. Para o ex-governador, a iniciativa confirma uma tentativa da Corte de “calar qualquer um que discorde deles”.
Zema mantém confronto público com o STF desde 2022, quando criticou decisões cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-as como “perseguição política”.
O Supremo Tribunal Federal foi procurado, mas ainda não se manifestou sobre as declarações do ex-governador.
Com informações de Gazeta do Povo