O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (25/04/2026) pela manutenção da prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). O magistrado acompanhou o entendimento do relator, ministro André Mendonça, e formou maioria na Segunda Turma, que decidiu de maneira unânime manter Costa detido.
Costa é investigado por suposto recebimento de vantagens ilícitas em negociações do BRB com o Banco Master, que incluiriam imóveis de alto valor. Para Gilmar Mendes, há indícios suficientes de favorecimento pessoal e risco de interferência no andamento das apurações caso o investigado seja solto.
Voto diferente para advogado investigado
No mesmo julgamento, Mendes divergiu parcialmente do relator ao analisar a situação do advogado Daniel Lopes Monteiro, também alvo da operação. Embora reconheça indícios de participação de Monteiro nos fatos investigados, o ministro avaliou que não existem elementos que equiparem sua conduta à de Costa.
Ele propôs substituir a prisão preventiva do advogado por prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e restrições ao exercício profissional em casos ligados ao processo. Mendes ressaltou que parte das ações atribuídas a Monteiro pode constituir legítimo exercício da advocacia e que o caso ainda se encontra em fase preliminar, admitindo revisão das medidas diante de novas provas.
Com informações de Gazeta do Povo