Os Estados Unidos realizaram na noite desta quarta-feira (10) uma nova série de ataques aéreos contra o Irã, mirando estruturas consideradas essenciais para a capacidade militar de Teerã. Segundo o Comando Central norte-americano (Centcom), foram destruídos sistemas de vigilância, redes de comunicação e posições de defesa antiaérea espalhados pelo território iraniano.
De acordo com o comunicado, a operação mobilizou unidades da Marinha, da Força Aérea e do Corpo de Fuzileiros Navais, que empregaram munições guiadas de precisão. O Centcom classificou a ofensiva como “ação de autodefesa” diante do que chamou de agressões “contínuas e injustificadas” do regime iraniano, além de destacar que os alvos ofereciam risco às tropas dos EUA e à navegação comercial internacional na região.
Pressão militar e impasse diplomático
Mais cedo, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, havia antecipado que Washington atingiria instalações iranianas para reduzir o poder militar local e forçar Teerã a aceitar um acordo sobre seu programa nuclear. As hostilidades ocorrem durante um cessar-fogo frágil e em meio ao bloqueio das negociações que tentam encerrar o conflito iniciado em fevereiro.
Resposta iraniana
Logo após os bombardeios, a Guarda Revolucionária Islâmica informou ter lançado ataques contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait. Segundo a agência estatal Fars, mísseis atingiram as bases aéreas Ali Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, além da Sheikh Issa, no Bahrein. Teerã afirmou ainda ter usado drones contra instalações da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, mirando antenas de comunicação e radares ligados ao sistema antimísseis Patriot.
Até o momento, não há confirmação independente sobre danos ou vítimas em nenhuma das ações relatadas.
Com informações de Gazeta do Povo