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Prefeito de SP refuta suspeitas e afirma que contrato de R$ 157 mi com ONG de wi-fi é regular

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São Paulo — O prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, que não há qualquer irregularidade no contrato firmado pela Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para implantação de pontos de internet gratuita na capital.

A ONG é alvo da Operação Wi-Fi Livre SP, deflagrada no mesmo dia para investigar supostas fraudes em um acordo que começou em R$ 108 milhões e, após aditivos, alcançou R$ 157,1 milhões. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, ao menos R$ 26 milhões teriam sido pagos sem que os serviços fossem prestados.

Prefeito diz que auditorias internas não apontaram problemas

“Pedi a revisão do processo duas vezes na semana passada e minha equipe confirmou que não existe nada de errado”, afirmou Nunes em entrevista coletiva. O prefeito ressaltou que a contratação ocorreu por chamamento público, teve acompanhamento dos órgãos de controle e buscou levar conectividade a comunidades e áreas afastadas.

Divergência sobre número e custo dos pontos

Nunes contestou informações de que a Prefeitura teria pago por 5 mil pontos de acesso. Segundo ele, o contrato previa 3,2 mil instalações, das quais mais de 3 mil estariam operando hoje. O prefeito também negou superfaturamento: “Estamos pagando R$ 1.280 por ponto. Estudos mostraram preços acima de R$ 2 mil. Nunca houve valor de R$ 200 ou R$ 300, como dizem”.

Única proposta apresentada

O gestor municipal afastou a hipótese de direcionamento na escolha da entidade. De acordo com Nunes, o chamamento público ficou aberto por 30 dias e apenas o ICB apresentou proposta.

Suspeita de motivação política

O Instituto Conhecer Brasil está ligado à empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora responsável por um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nunes sugeriu que essa ligação pode ter motivado a operação: “Se houver conotação político-partidária, é grave e precisa ser apurada”.

Ele acrescentou que o contrato com a ONG foi assinado em junho de 2024, enquanto a SPCine só recebeu comunicação oficial sobre o filme em outubro de 2025, motivo pelo qual, segundo o prefeito, não há relação entre o acordo de wi-fi e a produção cinematográfica.

Com informações de Gazeta do Povo