Senadores da oposição iniciaram nesta terça-feira (2.jun.2026) uma articulação para alterar a Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1. Liderado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), o grupo pretende substituir o texto aprovado na Câmara pela adoção de uma jornada flexível, negociada diretamente entre empregadores e empregados.
Como funcionaria o modelo flexível
Pela proposta oposicionista, patrões e trabalhadores poderiam definir livremente a carga horária, a forma de remuneração e os dias de descanso, desde que fossem preservados direitos como férias e 13º salário. O formato contrasta com o texto da Câmara, que impõe dois dias de folga semanais e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte salarial.
Crítica ao ritmo da Câmara
Parlamentares contrários à medida reclamam da “celeridade excessiva” com que o projeto avançou na Casa vizinha, alegando falta de estudos sobre impactos econômicos. Eles afirmam que micro e pequenas empresas podem enfrentar aumento de custos, risco de demissões e maior informalidade caso a mudança seja aprovada sem ajustes.
Próximos passos no Senado
O texto chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde poderá permanecer por até quatro semanas. A oposição pressiona para que também passe pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o que atrasaria a votação em plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que não imporá o mesmo ritmo acelerado visto na Câmara.
Prazo apertado
Para que as novas regras entrem em vigor ainda em 2026, a PEC precisaria ser aprovada pelo Senado antes do recesso parlamentar de julho. A definição de relatores e o cronograma de votação serão negociados entre líderes partidários nas próximas semanas.
Com informações de Gazeta do Povo