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PM cerca reitoria da USP, corta água e luz e tensiona greve estudantil que já dura três semanas

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A Universidade de São Paulo (USP) amanheceu nesta sexta-feira (8) com forte presença da Polícia Militar após o bloqueio total dos acessos à rua da Reitoria, na Cidade Universitária, zona oeste da capital. O prédio segue ocupado por estudantes desde a tarde de quinta-feira (7) e sem energia elétrica ou abastecimento de água, interrompidos por volta das 8h, segundo relatos dos manifestantes.

Equipes da PM tentaram entrar no edifício para registrar imagens da ocupação, mas foram impedidas pelos alunos que passaram a noite no local. Viaturas permanecem posicionadas em todas as laterais da construção, mantendo o cerco ao imóvel.

Negociações travadas

A paralisação dos estudantes completou mais de três semanas após o fim das negociações entre o reitor Aluisio Segurado e representantes dos centros acadêmicos. Eles exigem a retomada do diálogo e o reajuste dos auxílios de permanência estudantil.

Para encerrar a greve, a reitoria propôs atualizar o valor do Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (Papfe) pelo índice IPC-Fipe, elevando o benefício integral de R$ 885 para R$ 912 mensais. Os grevistas consideram a oferta insuficiente e pedem aumento para cerca de R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.

Vigília e próximos passos

Durante a madrugada, os estudantes organizaram escalas de vigília no saguão da reitoria. Ao longo do dia, centros acadêmicos realizam reuniões internas para definir novas ações e planejam atividades culturais e políticas no entorno do prédio ocupado.

Em nota, a USP declarou lamentar a escalada do conflito e afirmou ter acionado as forças de segurança “para evitar danos”, ressaltando que a prioridade é preservar a integridade física de todos os envolvidos. O Papfe atende atualmente 17.587 alunos de graduação e pós-graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Com informações de Direita Online