Parlamentares de oposição passaram a apostar no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master. O movimento ocorre após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se recusar a ler os requerimentos que pedem a criação do colegiado.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), autor de um dos cinco pedidos já protocolados no Congresso, afirmou em 21 de maio de 2026 que a “esperança” está nos mandados de segurança apresentados ao STF. “Nossa esperança não está em Davi Alcolumbre, que aparenta ter conflitos de interesse seríssimos em relação ao Banco Master”, declarou no programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo.
O pedido para obrigar o Legislativo a instalar a CPMI está sob relatoria do ministro André Mendonça. Girão disse que pretende solicitar uma audiência com o magistrado para defender a urgência da medida. “Precisamos de mobilização para jogar luz nisso”, ressaltou.
Outro mandado de segurança, que cobra a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) exclusivamente no Senado, também foi protocolado por Girão. Esse processo está nas mãos do ministro Kassio Nunes Marques. “Esse pedido foi protocolado há um mês e 15 dias, e o ministro não recebe a gente, não distribui para outro, não defere nem indefere”, reclamou o parlamentar.
No plenário do Senado, havia expectativa de que Alcolumbre fizesse a leitura dos requerimentos de criação da CPMI ainda na sessão de 21 de maio. O presidente, contudo, barrou o procedimento, alegando ter competência exclusiva para decidir sobre o tema. “Ele rasgou o regimento do Senado; estavam lá as assinaturas necessárias”, protestou Girão.
O senador também lembrou que pessoas indicadas por Alcolumbre para a Amprev — fundo de previdência dos senadores do Amapá — são investigadas pela Polícia Federal no âmbito do caso Banco Master.
Com informações de Gazeta do Povo