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Demissão na FDA acirra batalha pelo controle da pílula abortiva nos EUA

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Em 12 de maio de 2026, Marty Makary entregou o cargo de comissário da Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. A saída ocorre sob pressão de grupos pró-vida, que acusavam a agência de não restringir o uso da mifepristona, comprimido utilizado para interrupção da gravidez.

Com a vacância, Kyle Diamantas, até então comissário-adjunto para Alimentos Humanos, assumiu a liderança interina. Ele comandará a FDA até que o presidente Donald Trump indique um novo titular e o Senado confirme o nome.

Escolha provisória gera questionamentos

Entidades contrárias ao aborto manifestaram preocupação após a nomeação temporária de Diamantas. O motivo: antes de ingressar no governo, o advogado representou uma filial da Planned Parenthood, maior rede de clínicas de aborto do país. Segundo a Casa Branca, porém, ele atuou apenas como associado júnior em um litígio imobiliário e se retirou do processo por objeções pessoais.

Pílula pelo correio no centro do debate

A mifepristona pode ser enviada pelo correio nos EUA, regra que foi flexibilizada nos últimos anos e ampliou o acesso ao medicamento. Grupos conservadores querem que a FDA restabeleça a entrega presencial, o que facilitaria a aplicação de leis estaduais restritivas ao aborto.

O que muda para o movimento pró-vida

Lideranças republicanas avaliam que a renúncia de Makary abre caminho para uma gestão “mais alinhada à defesa da vida”. Eles acusam a administração anterior de adiar revisões de segurança da mifepristona e de autorizar versões genéricas mesmo sob contestação política.

Posição de Donald Trump

Embora pressionado a indicar alguém disposto a proibir o fármaco, Trump tem adotado tom pragmático. Durante a campanha presidencial, prometeu não permitir que a FDA limite o acesso à droga. Ao comentar a demissão, elogiou Makary como profissional e evitou referências diretas à disputa sobre aborto.

O nome definitivo para chefiar a agência ainda não foi anunciado, e a confirmação pelo Senado tende a se tornar novo palco da controvérsia em torno do aborto medicamentoso nos Estados Unidos.

Com informações de Gazeta do Povo