WASHINGTON (21.mai.2026) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou nesta quinta-feira (21) que o envio do porta-aviões de propulsão nuclear USS Nimitz ao Caribe tenha o objetivo de intimidar o governo cubano. Em conversa com jornalistas no Salão Oval, o republicano afirmou “de forma alguma” tratar-se de um gesto de escalada militar e ressaltou disposição para conversar com Havana.
O Nimitz e seu grupo de ataque chegaram às águas caribenhas na quarta-feira (20), de acordo com o Comando Sul (Southcom). A movimentação coincidiu com o anúncio do Departamento de Justiça dos EUA de acusações contra o ex-líder cubano Raúl Castro pelo abatimento de dois aviões da ONG Irmãos ao Resgate, em 1996, episódio que resultou na morte de quatro cidadãos norte-americanos.
Apesar do aumento recente das sanções e do bloqueio de petróleo imposto a Cuba, Trump afirmou que quer “ajudar” o país. “Cuba está falida, sem eletricidade, dinheiro ou comida. Vamos ajudá-los. Quero fazê-lo por razões humanitárias”, declarou.
O presidente também mencionou a comunidade cubano-americana, sobretudo na Flórida. Segundo ele, muitos exilados desejam investir na ilha e participar de uma futura reconstrução. “Espero que decidam ficar aqui, mas querem voltar, investir em seu país e ver se conseguem fazê-lo avançar”, disse.
Em paralelo, o secretário de Estado Marco Rubio classificou Raúl Castro como “foragido” da Justiça após a apresentação formal das acusações. Rubio afirmou que há provas claras de que o ex-ditador ordenou o abatimento das aeronaves.
Do lado cubano, o chanceler Bruno Rodríguez respondeu nas redes sociais, acusando Rubio de “mentir” para estimular uma agressão militar. Rodríguez reiterou que Cuba não representa ameaça à segurança dos EUA e condenou as novas medidas econômicas adotadas por Washington.
Havana sustenta que as sanções e o bloqueio de petróleo buscam provocar o colapso de sua economia e nega a classificação de patrocinadora do terrorismo. Trump, por sua vez, adiantou que em breve fará um anúncio sobre o bloqueio energético.
Com informações de Gazeta do Povo