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Mourão chama inquérito das fake news de “pior que o AI-5” e critica inclusão de Zema

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O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que o inquérito das fake news, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), “é pior do que o AI-5”, referência ao ato institucional que suspendeu direitos civis durante a ditadura militar. A declaração foi dada nesta segunda-feira (27) no programa Café com a Gazeta, da Gazeta do Povo.

Na entrevista, Mourão destacou que a investigação, aberta há nove anos e sem prazo para terminar, virou um instrumento para atingir políticos de direita. “Eu o chamo de inquérito Bombril, de mil e uma utilidades, onde tudo pode ser jogado dentro”, criticou.

Crítica a Gilmar Mendes

O senador também reagiu à decisão do ministro Gilmar Mendes, que pediu a inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no mesmo inquérito após críticas feitas ao Supremo. Mourão classificou a medida como “ridícula” e declarou que o magistrado “precisa entender que não é maior do que ninguém” e que eventuais críticas devem ser respondidas “com ações, não dessa forma”.

Revisão da Constituição de 1988

Durante a conversa, o ex-vice-presidente defendeu a revisão ampla da Constituição promulgada em 1988. Segundo ele, o pacto estabelecido no período de redemocratização “está esgaçado”, resultando em um Executivo “fraco”, um Legislativo que avança sobre atribuições do governo federal e um Judiciário que “quer se arvorar como condutor geral da nação”. Para Mourão, é necessário “refazer o que foi feito há quase 40 anos”.

O parlamentar não indicou prazos ou propostas concretas para uma eventual atualização constitucional, mas reiterou que a discussão deve envolver os três Poderes.

Com informações de Gazeta do Povo