O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de quinta-feira, 11 de junho, a suspensão dos bombardeios que estavam planejados contra o Irã. A decisão foi tomada após a conclusão de um memorando de entendimento (MOU) respaldado por uma coalizão regional formada por Estados Unidos, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e outros parceiros do Oriente Médio.
Mecanismos do acordo
O documento estabelece três pontos principais:
- Cessar-fogo de 60 dias – válido também para o território do Líbano, a fim de conter possíveis escaladas por meio de grupos aliados a Teerã;
- Núcleo nuclear – cria uma estrutura preliminar para tratar do estoque de urânio enriquecido do Irã, condicionando o alívio de tensões a futuras inspeções;
- Pressão contínua – o bloqueio econômico e militar dos EUA permanece até que um acordo definitivo seja concluído.
Trump ressaltou que uma ofensiva contra a Ilha Kharg, ponto estratégico iraniano no Golfo Pérsico, está “fora de questão por enquanto”, definindo a medida como uma pausa tática, não como desmobilização completa.
Reação israelense
Fontes da CNN informaram que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi surpreendido pelo anúncio durante uma conversa telefônica noturna. Apesar disso, o líder israelense avaliou positivamente a exigência norte-americana de que o Irã reduza seu material nuclear enriquecido.
Israel não assinou o memorando, mantendo sua autonomia estratégica e o direito de agir de forma independente caso considere necessário para sua segurança.
A vigência inicial do cessar-fogo é de 60 dias, prazo em que as partes pretendem avançar nas inspeções nucleares e na negociação de um pacto mais amplo.
Com informações de Pleno.News