A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aderiu nesta domingo (10 de maio de 2026) à mobilização nas redes sociais em defesa da Ypê. Ela publicou a foto de um detergente da marca, gesto interpretado por aliados como manifestação pública de solidariedade à empresa.
A campanha surgiu depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar a suspensão de lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados pela Química Amparo, dona da Ypê. Segundo a agência, foram detectadas falhas de controle de qualidade e risco de contaminação microbiológica em produtos cujos números de lote terminam em 1.
Reações políticas
O caso ganhou dimensão política. Parlamentares e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro sugeriram que a medida poderia estar relacionada ao apoio financeiro da família Beira, controladora da Ypê, à campanha presidencial de 2022.
Entre os que se manifestaram estão o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, que divulgou vídeos incentivando consumidores a continuar comprando itens da marca, e o deputado estadual Lucas Bove. No Senado, Cleitinho Azevedo também citou as doações da empresa a Bolsonaro ao questionar a coincidência entre o apoio político e a investigação sanitária.
Decisão judicial e orientação da Anvisa
Após recurso, a Ypê obteve efeito suspensivo que interrompe temporariamente a proibição determinada pela Anvisa. Mesmo com a decisão favorável à companhia, a agência mantém a recomendação para que consumidores evitem utilizar os lotes sob análise até a conclusão dos testes.
Por enquanto, a discussão segue nas redes sociais, impulsionada por figuras ligadas ao ex-presidente e pela própria Michelle Bolsonaro, que transformou um simples post com detergente em símbolo de apoio à fabricante.
Com informações de Gazeta do Povo