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Irmão do papa Leão XIV relata ameaças de morte e diz que família evita política nas conversas

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Washington (EUA) – John Prevost, irmão mais velho do papa Leão XIV, afirmou que ele e os irmãos conversam todas as semanas, mas deixam a política “à margem” para preservar o vínculo familiar. A declaração foi dada em entrevista ao programa “OutFront”, da CNN, exibida em 6 de maio de 2026.

Questionado pela apresentadora Erin Burnett sobre como a família mantém a harmonia apesar das posições políticas opostas, Prevost respondeu que eventuais divergências surgem, “mas nada que meu irmão diga vai mudar minha opinião, e nada que eu diga vai mudar a dele, então por que discutir?”. O empresário acrescentou que fala com Leão XIV diariamente sobre a rotina de cada um e ressaltou: “Famílias brigam, mas família é para sempre”.

Ameaças de morte

Prevost também relatou ter recebido ameaças depois que o papa criticou, repetidamente, a guerra liderada pelos Estados Unidos no Irã. Em abril, a polícia de New Lenox, Illinois, atendeu a uma denúncia de bomba na residência do irmão do pontífice. Após vistoria, os agentes concluíram que não havia artefato explosivo nem material perigoso.

Sob pressão, o norte-americano disse que a fé ajuda a lidar com a situação: “É um papel no qual fomos colocados e simplesmente seguimos em frente”. Ele lembrou que a religiosidade foi incentivada desde a infância, quando o pai lia a Bíblia em família e todos rezavam o rosário depois do jantar.

Críticas de Trump ao papa

O tema ganhou novos contornos após o ex-presidente Donald Trump acusar Leão XIV de “colocar muitos católicos em perigo” e de ser “terrível para a política externa”. Na rede Truth Social, Trump elogiou Louis, o irmão mais velho dos Prevost, chamando-o de “totalmente MAGA”. “Gosto muito mais do irmão dele, Louis, porque ele entende; Leo não!”, escreveu o republicano em abril, lembrando que Louis visitou Trump na Casa Branca no ano passado.

Ainda em abril, durante entrevista ao “EWTN News in Depth”, John Prevost já havia destacado que a fé “começa em casa” e que os irmãos procuram limitar as conversas políticas para evitar conflitos.

Com informações de Gazeta do Povo