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Escalada de atritos entre Planalto e Congresso põe em risco votação do fim do 6×1 e da PEC da Segurança

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Brasília – A relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Congresso Nacional atravessa novo momento de desgaste e ameaça barrar dois projetos considerados prioritários pelo governo: o fim da escala 6×1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

Levantamento Datafolha divulgado neste domingo (17) indica que 70% dos brasileiros percebem mais confronto do que colaboração entre Executivo e Legislativo; para 20%, os Poderes atuam em harmonia. Entre os que enxergam conflito, 89% avaliam o quadro como prejudicial ao país.

Fim da escala 6×1 sob pressão

O projeto que extingue a escala 6×1 reduz a jornada semanal para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado e mantém os salários atuais. Em regime de urgência, a proposta deve ser analisada pela Câmara em 27 de maio. Setores empresariais e parlamentares da oposição pedem contrapartidas, como a desoneração da folha de pagamento, o que pode adiar a votação ou modificar o texto.

PEC da Segurança travada no Senado

Anunciada pelo Planalto como resposta à escalada da criminalidade, a PEC da Segurança Pública amplia a coordenação federal na área, mas está parada no Senado desde março. Senadores contrários veem aumento excessivo da influência da União sobre estados e municípios.

Derrotas recentes agravaram clima

Nas últimas semanas, o governo enfrentou reveses simbólicos no Legislativo. Entre eles, a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) por 42 votos a 34 e a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria.

Possível nova indicação de Messias

Mesmo após a derrota, interlocutores do Planalto afirmam que Lula pode reenviar o nome de Messias ao Senado quando o ambiente político estiver menos tenso. Assessores avaliam que recuar consolidaria a imagem de fragilidade do governo diante do Congresso.

O impasse político acontece em pleno ano eleitoral, elevando a incerteza sobre a capacidade de avanço das pautas estratégicas defendidas pelo Executivo.

Com informações de Gazeta do Povo