A Guardia di Finanza prendeu nove pessoas e indiciou três organizações não governamentais por suposto financiamento ao Hamas que ultrapassa 7 milhões de euros. A operação foi realizada neste sábado, 27 de dezembro de 2025, a partir de ordem do juiz de instrução do Tribunal de Gênova, solicitada pela Diretoria Antimáfia e Antiterrorismo da cidade.
Segundo os investigadores, as suspeitas surgiram após denúncias de transações financeiras irregulares, analisadas em cooperação com autoridades da Holanda e de outros países da União Europeia.
Entidades envolvidas
As organizações apontadas são:
- Associação Beneficente de Solidariedade com o Povo Palestino (fundada em Gênova, 1994);
- Organização de Voluntários para a Palestina (2003);
- La Cupola d’Oro (Milão, 2003).
O grupo é investigado pelos crimes de “associação para cometer terrorismo, inclusive internacional, e subversão da ordem democrática”.
Esquema de repasses
De acordo com a promotoria, os valores eram direcionados a Gaza e Israel por meio de triangulações bancárias e associações offshore. O financiamento teria começado em 18 de outubro de 2001, mas aumentou após os ataques de 7 de outubro de 2003, totalizando 7.288.248,15 euros. Mais de 70% dos recursos teriam sido desviados para sustentar o Hamas, sob aparência de ajuda humanitária.
Principais presos
Entre os detidos está Mohammad Hannoun, apontado como chefe da ala internacional do Hamas e líder da célula na Itália. Também foram presos:
- Rawwa Adel Ibrahim Salameh, representante da região nordeste do país;
- Abu Deiah Khalil, fundador da La Cupola d’Oro;
- Abdu Saleh Mohammed Ismail, residente na Turquia.
O grupo é acusado de movimentar ao menos 462.700 euros em espécie para a organização.
Parte dos recursos, afirmam os investigadores, foi usada para apoiar famílias de homens-bomba ou de detidos por crimes ligados ao terrorismo.
“Comportamentos que se apresentavam como apoio à população palestina escondiam participação em atividades terroristas”, declarou o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, ressaltando a presunção de inocência até o fim do processo.
Com informações de Gazeta do Povo