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Nova tarifa de 25% dos EUA contra produtos brasileiros repercute na mídia mundial

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Brasília, 16 de julho de 2026 – Veículos de comunicação de vários países destacaram nesta quinta-feira (16) a decisão do governo de Donald Trump de aplicar tarifa extra de 25% sobre a maior parte das importações norte-americanas provenientes do Brasil a partir da próxima quarta-feira (22). Cerca de 2,1 mil itens ficarão isentos da medida, segundo a Casa Branca.

A agência espanhola EFE relatou os argumentos apresentados por Washington para justificar a sobretaxa. Entre eles, a acusação de que o Brasil prejudica empresas de tecnologia dos Estados Unidos, retrocede em políticas anticorrupção e concede vantagem competitiva a seus agricultores por meio do uso de áreas desmatadas ilegalmente, o que – segundo o governo norte-americano – dificulta o acesso de produtores e exportadores norte-americanos ao mercado brasileiro.

Nos Estados Unidos, a CNN lembrou que esta é uma das primeiras tarifas impostas após a Suprema Corte ter derrubado, no início do ano, a base legal de um pacote tarifário global adotado em 2025. A emissora observou que Trump prometeu restabelecer barreiras comerciais e utiliza a medida como parte de sua estratégia econômica.

A britânica Reuters avaliou que a tarifa de 25% reacende uma possível “guerra comercial” envolvendo dezenas de países. A agência citou que a revisão da política tarifária norte-americana pode alcançar mercados como Índia, China, União Europeia, Japão e Coreia do Sul.

Na Argentina, o jornal Clarín enfatizou a reação do Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão norte-americana como “marco lamentável” e atribuiu a iniciativa à influência da família Bolsonaro, tema que ganhou espaço na campanha para as eleições de outubro no Brasil.

O anúncio oficial do novo tarifaço ocorreu na noite de quarta-feira (15). O departamento de Comércio dos EUA informou que a lista de exceções foi ampliada para amenizar o impacto em determinados setores, mas não divulgou detalhes sobre quais produtos brasileiros continuam livres da cobrança adicional.

Com informações de Gazeta do Povo