Brasília — 16/07/2026. O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, declarou nesta quarta-feira (16) que a disputa interna entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preocupa a cúpula da legenda. Em entrevista à TV Brasília, o dirigente também contestou os números da pesquisa Genial/Quaest divulgada na véspera.
No levantamento publicado na terça-feira (15), o presidente Lula (PT) aparece com 40% das intenções de voto para o primeiro turno de 2026, 12 pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 28%. Valdemar, contudo, afirmou que os dados coletados pelo partido indicam cenário diferente. “Eu não acredito nessa pesquisa. A Quaest é séria, mas esses números não batem com as pesquisas que temos diariamente”, disse, sugerindo que o resultado poderia ter sido influenciado pela amostra regional.
Segundo Costa Neto, o ex-presidente petista “teve uma pequena queda” e “perdeu muito no Nordeste”, possivelmente por questões envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA). Ele não detalhou quais seriam os percentuais apurados internamente.
Detalhes do levantamento contestado
A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-07181/2026.
Apelo por unidade e defesa de Michelle
Valdemar ressaltou que o PL precisa evitar divisões em um momento considerado decisivo para a definição das estratégias eleitorais. “Em campanha, a gente faz qualquer coisa para ganhar eleição. Nós não podemos perder uma pessoa como a Michelle”, afirmou.
A tensão entre Michelle e Flávio ganhou força em 24 de junho, quando a ex-primeira-dama divulgou um vídeo nas redes sociais expondo divergências com o enteado. No dia seguinte, o senador pediu desculpas. Em 30 de junho, Michelle anunciou a saída da presidência do PL Mulher para, segundo ela, dedicar mais tempo à família.
Para Costa Neto, a decisão representa “grande prejuízo” à estrutura partidária, já que Michelle “construiu o PL Mulher” e formou “uma base grande em todos os estados”. Ele disse ter esperança em uma reconciliação: “Ainda acho que eles vão se entender, porque não podemos brigar entre nós”.
Candidatura ao Senado
O presidente do PL classificou Michelle como nome “competitivo” para o Senado em 2026. “Ela está eleita. Se não for candidata, é um senador a menos. A Michelle não é uma cidadã comum”, avaliou.
Valdemar concluiu que a presença da ex-primeira-dama nas urnas seria decisiva para fortalecer a bancada liberal na próxima legislatura.
Com informações de Gazeta do Povo