O Senado Federal rejeitou, em sabatina realizada na noite de 29 de abril, o nome do advogado Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão representa a primeira recusa a um indicado para a Corte em 132 anos, desde o governo de Floriano Peixoto.
A derrota foi interpretada por parlamentares da oposição como um revés direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Palácio do Planalto. Messias, filiado ao Partido dos Trabalhadores, era apontado como nome alinhado à ala majoritária do STF.
Segundo relatos de bastidores citados por analistas políticos, o resultado da sessão foi fruto de articulação de senadores oposicionistas e de aliados do ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre (União-AP), cuja relação com o Planalto se deteriorou nos últimos meses.
Repercussões e próximos passos
Integrantes da oposição veem o episódio como sinal de força renovada para pautas como a derrubada do veto de Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria. Parlamentares também avaliam que o rompimento de um tabu histórico pode abrir espaço para discussões sobre outros temas sensíveis, incluindo pedidos de impeachment de ministros do STF e propostas de anistia a investigados.
A recusa do Senado pegou de surpresa a maior parte da imprensa e especialistas, que até a semana anterior projetavam aprovação tranquila de Messias. O resultado reforçou a percepção de desgaste do governo junto ao Legislativo e reconfigurou a correlação de forças às vésperas das eleições de 2026.
Com informações de Pleno.News