Vancouver, Canadá – A tentativa do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de promover um gesto simbólico de aproximação entre representantes de Palestina e Israel terminou em impasse durante o congresso anual da entidade, realizado em 30 de abril.
Infantino convidou Jibril Rajoub, presidente da Associação Palestina de Futebol (PFA), a apertar a mão de Basim Sheikh Suliman, vice-presidente da Associação de Futebol de Israel. Rajoub recusou-se a ficar ao lado do dirigente israelense e rejeitou o cumprimento.
O episódio ganhou repercussão às vésperas da Copa do Mundo de 2026, prevista para começar em 11 de junho na Cidade do México, reforçando o caráter geopolítico que tem marcado discussões internas da federação.
Vistos negados e intervenção da FIFA
Antes do encontro em Vancouver, Rajoub e outros dois integrantes da delegação palestina tiveram pedidos de visto inicialmente negados pelo governo canadense. Após intervenção da própria FIFA, os documentos foram concedidos e o grupo pôde participar do congresso.
Pressão antiga sobre a entidade
Com 72 anos, Jibril Rajoub atua há mais de uma década para que a FIFA adote medidas contra Israel. Ele alega que autoridades israelenses restringem a movimentação de atletas, treinadores e equipamentos palestinos entre Gaza e a Cisjordânia.
A direção da FIFA, contudo, afirma não ter mandato para impor sanções relacionadas a conflitos políticos ou definir questões de fronteira, limitando-se a assuntos estritamente esportivos.
Basim Sheikh Suliman não comentou publicamente a recusa do aperto de mão. Já Infantino declarou durante o congresso que “questões complexas exigem diálogo” e voltou a pedir cooperação entre as federações.
O caso adiciona tensão ao longo processo de preparação para o mundial, que será disputado em cidades de México, Estados Unidos e Canadá.
Com informações de Pleno.News