Mariela Castro, deputada cubana e diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), declarou nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, que o regime de Havana está “preparado para o combate” após a formalização de acusações contra seu pai, o ex-ditador Raúl Castro, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
“Ninguém vai sequestrá-lo. Isso eu posso garantir. Nem a ele, nem a ninguém”, disse Mariela ao fim de uma mobilização pró-governo realizada na capital cubana. Ela acrescentou que Raúl, ausente no ato, encontra-se “muito calmo” e que, em mensagem transmitida aos presentes, afirmou: “Ninguém me pega vivo. Vão me pegar lutando”.
Evento em Havana
A manifestação foi convocada pela União de Jovens Comunistas (UJC) e contou com a participação do presidente Miguel Díaz-Canel, do presidente da Assembleia Nacional, Esteban Lazo, do primeiro-ministro Manuel Marrero, do secretário de Organização do Partido Comunista, Roberto Morales Ojeda, e do ex-líder José Ramón Machado Ventura.
Também estiveram presentes Alejandro Castro Espín, filho de Raúl e oficial das Forças Armadas, e Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-ditador conhecido como “o Caranguejo”.
Acusações nos Estados Unidos
Na última quarta-feira, o Departamento de Justiça dos EUA indiciou Raúl Castro pela derrubada de dois aviões de pequeno porte de uma organização humanitária em 1996, episódio que resultou na morte de quatro tripulantes, quando ele comandava as Forças Armadas Revolucionárias (FAR). O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, classificou o ex-líder cubano como “foragido” e indicou a possibilidade de levá-lo a julgamento em território americano.
“Estamos preparados para combater o imperialismo”, reforçou Mariela Castro, lembrando que Cuba é “um país pequeno, pobre, mas com experiência de combate diante do imperialismo liderado pelos EUA”.
Com informações de Gazeta do Povo