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Mundial de 2026 reunirá 14 seleções de nações que perseguem cristãos, segundo organizações internacionais

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A Copa do Mundo da FIFA de 2026, marcada para Estados Unidos, Canadá e México, contará com 48 seleções nacionais. Entre elas, 14 representam países onde milhões de cristãos enfrentam perseguição, discriminação ou fortes restrições à liberdade religiosa, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026 da organização Portas Abertas.

O relatório mais recente da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) reforça o cenário: um terço das nações classificadas para o torneio apresenta algum grau de violação à liberdade religiosa — três enquadradas diretamente como países de perseguição e outras onze com discriminação relevante.

Exemplo de convivência no Iraque

Apesar do histórico adverso, o Iraque surge como um sinal de esperança. Quatro jogadores cristãos integram a seleção nacional, formando cerca de 15% do elenco, embora os seguidores de Jesus representem menos de 1% da população iraquiana. A equipe tornou-se símbolo de coexistência entre árabes, curdos, xiitas, sunitas e outras minorias.

Paises com perseguição mais severa

A Portas Abertas lista Arábia Saudita, Irã e República Democrática do Congo como os casos mais críticos entre os classificados:

  • Arábia Saudita: não há igrejas públicas; convertidos do islã praticam a fé em segredo sob risco de punições.
  • Irã: convertidos e líderes de igrejas domésticas sofrem prisões frequentes.
  • República Democrática do Congo: ataques de grupos extremistas, como as ADF, destroem templos e provocam deslocamentos em massa.

Discriminação e pressão constante

Outras seleções vêm de países onde leis ou costumes limitam o exercício da fé cristã: Marrocos, Tunísia, Argélia, Jordânia, Catar, Egito, Turquia e Uzbequistão. Neste último, o Estado controla rigidamente reuniões religiosas, que podem ser interrompidas pelas autoridades.

Violência de grupos armados nas Américas

Na região anfitriã, a perseguição ganha contornos diferentes. México e Colômbia registram ameaças de cartéis de drogas e facções armadas contra pastores, padres e comunidades de fé. Em territórios indígenas colombianos, líderes cristãos também enfrentam hostilidade.

Haiti sob domínio de gangues

Mesmo classificado para o Mundial, o Haiti vive crise profunda: apenas um dos 26 convocados reside no país, onde quadrilhas armadas controlam áreas extensas, sequestrando e matando religiosos e dificultando atividades de igrejas.

Convite à intercessão

A Portas Abertas convoca fiéis a transformar o entusiasmo pelo futebol em oração pelos cristãos perseguidos, lembrando que a hostilidade parte de autoridades, extremistas ou pressões sociais específicas, e não de toda a população. A ACN acrescenta que o campeonato oferece oportunidade para destacar o direito universal à liberdade religiosa e cobrar proteção governamental.

Com informações de Folha Gospel