A estreia da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026, em Los Angeles (EUA), foi cercada por manifestações de iranianos exilados que acusam o time de representar diretamente o regime dos aiatolás e a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Os manifestantes apontam a presença de figuras ligadas às forças de segurança na cúpula esportiva do país. O Comitê Olímpico Nacional é presidido por Mahmoud Khosravi Vafa, integrante sênior da IRGC, enquanto a Federação Iraniana de Futebol é chefiada por Mehdi Taj, ex-comandante da mesma organização militar.
Repressão de janeiro
Entre 8 e 12 de janeiro de 2026, a IRGC realizou uma operação em mais de 170 cidades que, segundo opositores, resultou em até 40 mil mortos, configurando o maior massacre da história recente do Irã. Entre as vítimas confirmadas estão pelo menos 65 atletas, treinadores e árbitros de diversas modalidades, incluindo futebol, boxe, luta olímpica, caratê, basquete e natação.
Histórico de execuções de atletas
Casos anteriores já vinham sendo denunciados por entidades de direitos humanos:
- Habib Khabiri, capitão da seleção de futebol em 1980, executado em julho de 1984, aos 29 anos, após acusações de simpatia pela oposição.
- Ehsan Ghasemifar, campeão nacional de fisiculturismo, sepultado em 5 de dezembro de 2022 na província de Kermanshah.
- Benyamin Naqdi, campeão de artes marciais, condenado à morte em 30 de maio de 2026 por envolvimento nos protestos de Shiraz.
Organizações de exilados afirmam que atletas são alvos preferenciais do regime por sua visibilidade e capacidade de mobilização. Os protestos em Los Angeles também cobram ação da FIFA, que, segundo os manifestantes, tem conhecimento das ligações das autoridades esportivas iranianas com o aparelho repressivo do Estado.
Até o momento, a entidade máxima do futebol não comentou publicamente as denúncias.
Com informações de Pleno.News