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Ministros do STF reagem a pedido de indiciamento feito pela CPI do Crime Organizado

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Os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responderam com firmeza ao relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, apresentado no Senado em 16 de abril de 2026. O documento pediu o indiciamento de integrantes da Corte e de outras autoridades.

Ameaça de cassação

Dias Toffoli declarou que pode cassar os mandatos dos parlamentares que compõem a CPI e torná-los inelegíveis, caso considere que houve abuso de poder no pedido de indiciamento.

Investigação solicitada

Gilmar Mendes foi além e protocolou requerimento para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, investigue o senador Alessandro Vieira por suposto abuso de autoridade durante a condução da comissão.

Procurador também citado

No mesmo relatório, Paulo Gonet apareceu como suspeito de prevaricação e de manter compadrio com as irregularidades que teriam sido praticadas pelos ministros do STF. Assim, o responsável por analisar o pedido contra Vieira também figura entre os citados na investigação solicitada pela CPI.

Registro inédito

Segundo o advogado e professor de Direito Constitucional André Marsiglia, autor do texto que relatou o caso, esta é a primeira vez que os termos “STF” e “crime organizado” aparecem juntos em documento oficial encaminhado pelo Senado, o que deve permanecer registrado na história política do país.

O relatório da CPI ainda não foi votado em plenário nem apreciado pelo Ministério Público Federal. Até o momento, não há definição sobre a abertura de inquérito contra os ministros ou sobre eventuais sanções aos parlamentares que elaboraram o documento.

Com informações de Pleno.News