Um atentado suicida contra uma igreja na cidade de Damasco, Síria, em 22 de junho de 2025, deixou vários mortos, entre eles o pai, uma tia e um amigo próximo de uma jovem cristã identificada como Jenny (nome fictício). A vítima havia faltado ao culto por acaso e sobreviveu, mas presenciou à distância a tragédia que atingiu sua família.
Explosão interrompe culto dominical
Segundo relatos da própria Jenny, um homem-bomba detonou os explosivos durante o culto, depois de disparar tiros do lado de fora do templo. Ela estava em casa recebendo uma amiga quando ouviu os estampidos. Pouco depois, recebeu uma ligação informando que a igreja frequentada por sua família havia sido atacada.
Busca desesperada por notícias
Ao tentar falar com o pai, Jenny encontrou um dos celulares dele desligado. No segundo número, quem atendeu disse ter achado o aparelho no chão, sem saber o paradeiro do dono. Junto com a irmã, a jovem correu até a igreja, mas o local estava isolado por forças de segurança que temiam novos explosivos.
Informações desencontradas indicavam que o pai teria sido levado de ambulância, mas depois familiares descobriram que ele fora transportado às pressas em um táxi, gravemente ferido.
Perdas confirmadas no hospital
No hospital, enfermeiros relataram que o homem passava por cirurgia de emergência devido a ferimentos abdominais. Horas depois, porém, a família recebeu a notícia de seu falecimento. Uma tia de Jenny e um amigo da família, que também participavam do culto, morreram ainda no local da explosão.
Fé e apoio psicológico
Em choque, Jenny contou ter ficado vários dias sem conseguir falar ou chorar. Ela afirma encontrar consolo na fé cristã, acreditando que as vítimas estão “com Jesus”. Após sessões de aconselhamento pós-trauma oferecidas por parceiros da organização Portas Abertas, a jovem decidiu atuar como voluntária para ajudar outras mulheres e crianças afetadas pela violência.
“É meu dever estar ao lado delas e apoiá-las, assim como eu recebi apoio”, disse.
Com informações de Folha Gospel