Washington (EUA) – O advogado Martin De Luca, representante da Trump Media e da plataforma de vídeos Rumble, voltou a pressionar nesta terça-feira (26) a Advocacia-Geral da União (AGU) a respeito da atuação do órgão na ação movida contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na Justiça norte-americana.
Em postagem na rede social X, De Luca recordou declarações de fevereiro de 2025, quando autoridades brasileiras informaram que estavam prontas para defender Moraes no caso. “O processo se arrastou por 460 dias sem que ninguém aparecesse no tribunal”, escreveu, alegando que a AGU dizia preparar documentos e coordenar a defesa junto a advogados dos Estados Unidos.
Segundo o advogado, em vez de comparecer ao tribunal, o governo brasileiro teria tentado impedir a citação do ministro pela via prevista na Convenção de Haia. A iniciativa só avançou depois que, na sexta-feira (22), a Justiça Federal da Flórida autorizou a notificação por e-mail. O comunicado eletrônico foi encaminhado no domingo (24) e dá a Moraes 21 dias para responder.
De Luca questionou o que classificou como mudança de postura das autoridades brasileiras. “Se a posição do Brasil é de que o ministro agiu conforme a lei, basta ir ao tribunal americano e dizer isso”, afirmou. Ele também considerou desproporcional tratar a intimação como “crise diplomática”.
Reportagens veiculadas na segunda-feira (25) indicam que STF, AGU e Ministério da Justiça discutem uma estratégia para lidar com a notificação. A Gazeta do Povo solicitou posicionamento à AGU, mas não obteve resposta até a última atualização.
O processo foi aberto em 2025 por Rumble e Trump Media sob a alegação de que decisões de Moraes sobre a plataforma de vídeos violariam a legislação dos Estados Unidos. A Trump Media figura na ação porque o Rumble fornece serviços de nuvem à Truth Social, rede social ligada ao ex-presidente americano Donald Trump.
O e-mail de notificação, divulgado por De Luca, informa que, caso o ministro não se manifeste no prazo estipulado, o julgamento poderá acontecer à revelia.
Com informações de Gazeta do Povo