Josef Mengele, médico de Auschwitz conhecido como “Anjo da Morte”, passou seus últimos anos escondido no Brasil enquanto figurava entre os criminosos de guerra mais caçados do mundo. Documentos recém-liberados na Suíça, ainda que parcialmente censurados, podem detalhar como ele cruzou a Europa e chegou à América do Sul.
Fuga com identidades falsas
Mengele deixou a Alemanha ao fim da Segunda Guerra Mundial e adotou o pseudônimo Wolfgang Gerhard para escapar do julgamento de Nuremberg. Em 1961, depois de temporadas na Argentina, Uruguai e Paraguai, atravessou a fronteira brasileira usando outro nome falso, Peter Hochbichler. A escolha pelo Brasil deveu-se às extensas áreas rurais e a comunidades de imigrantes europeus que facilitavam o anonimato.
Arquivos suíços parcialmente abertos
Pesquisadores, entre eles a historiadora suíça Regula Bochsler, tentavam havia décadas acessar registros sobre a passagem de Mengele pela Suíça. A pressão pública e um financiamento coletivo levaram o governo suíço a liberar parte do material em 2025, alegando motivos de segurança nacional para manter trechos ocultos.
O que os documentos podem revelar
Especialistas afirmam que os papéis podem esclarecer rotas utilizadas por nazistas para fugir da Europa, além de possíveis vínculos financeiros com bancos considerados neutros durante o conflito. Há divergências: alguns preveem detalhes de uma rede que permitiu a livre circulação de Mengele; outros temem que surjam indícios de conivência suíça no armazenamento de recursos do regime de Hitler.
Investigações no Brasil avançam lentamente
No território brasileiro, a abertura de arquivos sobre a presença nazista ainda é limitada. Historiadores defendem apurações mais profundas para explicar como criminosos de guerra viveram sem serem incomodados por décadas.
Enquanto novas informações vêm à tona, documentos europeus e sul-americanos continuam sendo analisados para entender todos os elos que sustentaram a fuga e o esconderijo de Josef Mengele.
Com informações de Pleno.News