A divulgação da lista da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, feita na segunda-feira (18/05), colocou o atacante Neymar no centro de uma nova polêmica. Além das dúvidas sobre sua condição física, parte da torcida questionou a presença do camisa 10 por causa de suas posições políticas alinhadas à direita.
O assunto foi abordado pelo pastor e escritor Renato Vargens em artigo publicado nesta terça-feira (19/05). Segundo ele, a discussão sobre a convocação extrapola o desempenho em campo e reflete a “polarização digital extrema” que, em sua visão, transformou o futebol em mais um capítulo da disputa entre esquerda e direita no país.
Vargens lembra que o uso político do esporte não é novidade, citando como exemplo a exploração da Copa de 1970 pelo regime militar. A diferença, afirma, estaria no ambiente atual de redes sociais, que amplificaria a divisão entre os torcedores. “O desejo de muitos é que o Brasil perca por causa da identidade política de alguns jogadores”, escreveu.
O pastor, que lidera a Igreja Cristã da Aliança em Niterói (RJ) e possui 40 livros publicados, disse acompanhar a Seleção desde 1978 e comparou a mobilização de 1982 — quando as ruas “se vestiram de verde e amarelo” — com o cenário atual. Para ele, a chegada da Copa deveria servir de convite à união, independentemente de ideologias.
Com a lista definida e Neymar confirmado, resta pouco tempo para o início do torneio. Enquanto a comissão técnica trabalha para recuperar totalmente o principal jogador, o debate sobre a mistura entre política e futebol segue em campo aberto.
Com informações de Pleno.News