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Lula garante que extinção da escala 6×1 será definida caso a caso

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São Paulo — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (19) que o eventual fim da jornada de trabalho em regime 6×1 só será adotado após considerar as particularidades de cada segmento econômico, afastando a possibilidade de uma imposição “na marra”. A declaração foi feita na abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (EBIC) 2026, no Anhembi, na capital paulista.

“A jornada de trabalho vai ser aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor isso na marra”, disse Lula a empresários da construção civil. Segundo o presidente, a meta é garantir benefícios à sociedade “respeitando a realidade de cada profissão e setor econômico”.

Recado à construção civil

Ao setor presente no evento, Lula citou recordes na concessão de crédito imobiliário e pediu que as empresas não “se assustem” com a redução na carga horária. Ele também cobrou da Caixa Econômica Federal menos burocracia no acesso a financiamentos: “Posso dizer, sem conhecer a fundo, mas é a burocracia que está emperrando o financiamento”.

Divergência no governo

Enquanto Lula busca tranquilizar o empresariado, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), se posicionou contra eventuais compensações às empresas pela retirada da escala 6×1. Para o ministro, conceder incentivos equivaleria a oferecer contrapartidas sempre que há reajuste do salário mínimo, algo que “não seria razoável”.

Debate no Congresso

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o regime 6×1 tramita em comissão especial na Câmara. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), apoia a medida e pretende votar o texto no plenário ainda no primeiro semestre.

Na oposição, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu que a discussão avance sem comprometer o poder de compra do trabalhador. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, propôs modelo flexível com remuneração por hora.

O debate segue em comissão, com negociações de ajustes no texto antes da apreciação em plenário.

Com informações de Gazeta do Povo