O relatório Status of Global Christianity 2026, elaborado pelo Centro de Estudos do Cristianismo Global do Seminário Teológico Gordon-Conwell, revela que mudanças demográficas, perseguição religiosa e urbanização colocam o cristianismo diante de obstáculos significativos nos próximos anos.
Segundo o estudo, a população cristã mundial cresce 0,95% ao ano, enquanto o islamismo avança 1,57% no mesmo período. O número de muçulmanos já supera 2 bilhões e pode chegar a 3,4 bilhões em 2075, reduzindo ainda mais a diferença entre os dois grupos religiosos.
Declínio em regiões historicamente cristãs
A Europa, que já concentrou a maior parte dos cristãos do planeta, registra queda contínua: são 553 milhões de fiéis, com retração anual de 0,41%. Na América do Norte, o contingente estimado em 275 milhões diminui 0,16% a cada ano.
No Oriente Médio, berço da fé cristã, a participação de cristãos na população total recuou de 12,7% em 1900 para 4,2% atualmente, e mantém tendência de declínio anual de 0,07%.
Urbanização acelera oportunidades e desafios
O número de cidades com mais de 1 milhão de habitantes saltou de 20 em 1900 para 670 hoje. Embora mais de 60% desses centros sejam de maioria cristã — ante um quarto há 125 anos — muitos deles ainda contam com presença limitada de igrejas.
Populações não alcançadas e perseguição
Apesar dos avanços missionários e de tradução da Bíblia, 27,7% da população mundial, equivalente a 2,3 bilhões de pessoas, permanece sem acesso ao evangelho. Menos de um quinto dos não cristãos afirmam conhecer pessoalmente um seguidor de Jesus.
Nos últimos dez anos, cerca de 900 mil cristãos morreram por causa de sua fé, número inferior ao registrado em décadas anteriores, mas ainda considerado alto pelos pesquisadores.
Crise de refugiados e perdas financeiras
A taxa global de deslocamento chegou a 450 refugiados por 100 mil habitantes, cifra que pressiona igrejas e organizações humanitárias ligadas ao cristianismo.
O relatório também chama atenção para os prejuízos financeiros dentro de ministérios e congregações: aproximadamente US$ 70 bilhões são perdidos anualmente em roubo, fraude ou outros crimes eclesiásticos, ante US$ 19 bilhões no ano 2000.
Com informações de Folha Gospel