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Colunista critica preconceito linguístico após fala de ministro do STF sobre sotaque mineiro

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Brasília, 28 de abril de 2026 – Em artigo publicado nesta terça-feira (28) no portal Pleno.News, a revisora e redatora Verônica Bareicha repudiou a declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que, na semana passada, classificou como “ininteligível” o modo de falar do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, comparando-o a “um dialeto do Timor-Leste”.

No texto, Bareicha defende que o português falado no Brasil é marcado por ampla diversidade regional e cultural. A colunista lembra que estudos apontam cerca de 12 dialetos catalogados no país e cita exemplos como “baianês”, “carioquês”, “paulistano”, “gaúcho” e “mineirês”. Segundo ela, cada variação carrega “história, identidade e pertencimento”.

A autora sustenta que críticas ao sotaque configuram “preconceito linguístico”, prática que, de acordo com linguistas mencionados na publicação, mascara discriminação social. “Falar diferente não é falar errado”, escreve Bareicha, sublinhando que o comentário de Gilmar Mendes contraria o respeito à pluralidade linguística.

Formada em Letras e pós-graduanda em Jornalismo Digital, Verônica Bareicha afirma apoiar integralmente o combate ao preconceito linguístico e cobra que autoridades “protejam o que nos é sagrado: nosso idioma, nossos dialetos, nosso país”.

Com informações de Pleno.News