O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou, na tarde desta quinta-feira (5), uma reunião com sua equipe econômica após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75%, interrompendo o ciclo de cortes. Apesar da expectativa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que não foram discutidas novas medidas fiscais durante o encontro.
“Não discutimos medidas específicas. O foco foi reforçar as regras atuais para garantir a inclusão social e a valorização das políticas públicas de forma sustentável”, declarou Durigan a jornalistas após a reunião.
Ele destacou que a equipe da Fazenda e do Ministério do Planejamento apresentará um panorama econômico ao presidente assim que Lula retornar de sua participação na COP31, que ocorrerá na Turquia na próxima semana.
Além disso, Durigan ressaltou que “não existe fórmula mágica” para resolver os desafios fiscais e garantiu que não houve desentendimentos entre os participantes da reunião, que incluíram o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ex-ministros como Fernando Haddad e Guido Mantega.
O ministro também enfatizou que o governo se compromete a manter os compromissos fiscais, buscando melhorar as contas públicas e reforçar as regras fiscais existentes. “Quem investe e produz no país não encontrará, neste governo, problemas de previsibilidade ou regras confusas”, assegurou.
A decisão do Banco Central de manter a Selic está alinhada com o objetivo de garantir a estabilidade de preços e mitigar as flutuações da atividade econômica, especialmente em um cenário de incertezas elevadas, como apontado em um boletim recente que elevou as expectativas de inflação para 5,22% em 2026, acima da meta de 4,5%.
O impacto das medidas de Lula durante a campanha pode gerar um custo de cerca de R$ 300 bilhões, segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado. O cenário atual tem gerado preocupações no mercado financeiro, que já registrou uma retirada de R$ 8,4 bilhões da Bolsa desde a reeleição de Lula.
Fonte: Gazeta Do Povo.









