O ex-ministro Márcio França, do PSB, acidentalmente divulgou uma conversa privada nas redes sociais, onde convidava o prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente do PT, Washington Quaquá, para se juntar ao seu partido. França ofereceu um “tapete vermelho” a Quaquá, que agradeceu o convite, mas aproveitou para criticar a “arrogância e a burrice dominante” dentro do próprio partido.
Na mensagem, Quaquá expressou sua insatisfação com a ala paulista do PT, afirmando: “Você conhece bem esse povo do PT, sobretudo de SP”. Suas palavras refletem uma crescente divisão na cúpula petista, onde ele integra um grupo alinhado ao ministro José Guimarães e aos senadores Humberto Costa e Beto Faro. O prefeito já havia entrado em conflito com o presidente nacional do partido, Edinho Silva, a quem chamou de “fofoqueiro, mentiroso e incompetente” em uma entrevista à revista Veja.
A situação se complica ainda mais, pois a direção do PT já está discutindo o possível afastamento de Quaquá. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Edinho Silva está buscando uma “saída negociada” para o prefeito, mas, caso isso não ocorra, ele prometeu um “divórcio litigioso” e mencionou que a legenda passará por “profundas mudanças” nos próximos meses.
Quaquá não é estranho a polêmicas e já enfrenta diversos pedidos de abertura de processo na Comissão de Ética do PT, alguns dos quais datam de 2021. Entre as acusações estão a defesa pública dos irmãos Brazão, envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco, e declarações controversas sobre a Operação Contenção, que resultou em mais de 120 mortes no Rio de Janeiro em 2025.
O prefeito também expressou descontentamento em 2024 com a decisão do PT de apoiar Guilherme Boulos (Psol) na corrida pela Prefeitura de São Paulo, preferindo nomes como Márcio França ou Tabata Amaral. Quaquá descreveu a candidatura de Boulos como “a crônica de uma morte anunciada” e considerou-a a “candidatura errada na cidade errada”.
Fonte: Revista Oeste.









