O comércio de rua brasileiro atravessa uma crise estrutural em 2026, pressionado pelo avanço de 86,3% das vendas on-line nos últimos cinco anos, pela disparada dos custos fixos e pelo endividamento recorde das famílias.
Três obstáculos simultâneos
Lojas físicas lidam com queda na demanda, encarecimento de despesas como aluguel e energia elétrica e juros elevados. Segundo o levantamento, os aluguéis comerciais subiram quase 9% em 2025, maior acréscimo anual desde 2013, enquanto as contas fixas não recuam na mesma proporção das vendas.
Famílias mais cautelosas
Com 81,6% dos lares brasileiros endividados, consumidores priorizam itens essenciais e reduzem gastos com roupas e acessórios, base de muitos pontos de venda de rua.
A internet como aliada
Apesar da concorrência direta, o ambiente digital tem se tornado ferramenta de sobrevivência. Estabelecimentos que passaram a vender via WhatsApp ou redes sociais relatam até dobrar o faturamento, utilizando o endereço físico como espaço de experiência, retirada de pedidos on-line e atendimento personalizado.
Loja física muda de função
Especialistas apontam que o modelo tradicional de exposição de produtos tende a perder força. Sobrevivem aqueles que integram os canais, transformando a vitrine em ponto de relacionamento e logística, complementando o comércio eletrônico.
Com informações de Gazeta do Povo