Brasília – O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou não ver possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abandonar a disputa pela Presidência da República em 2026, apesar de conflitos internos em seu grupo político.
Em entrevista publicada neste sábado (13) pelo jornal O Globo, Kassab sustentou que as pesquisas de intenção de voto mantêm o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro na corrida eleitoral, mesmo com índice de rejeição de 51%. “Os números dele são bons, por que ele deixaria de ser candidato?”, questionou.
Cenário de segundo turno
Kassab avaliou que, caso o segundo turno reúna o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro, o petista sairia vitorioso. Já em uma disputa entre Lula e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), a vitória, segundo ele, ficaria com Caiado. “O Lula vai explorar a rejeição que o Flávio tem. Com o Caiado não há essa rejeição”, declarou.
Conflitos na equipe de Flávio
O dirigente do PSD reconheceu atritos entre integrantes da campanha do senador, citando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como figura central nos desentendimentos. “São atores importantes com problema de relacionamento. É possível dizer que o candidato não tem problema? Lógico que não. Mas isso não o retira da disputa”, argumentou.
Crítica ao posicionamento sobre o “tarifaço”
Kassab também responsabilizou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo desgaste da família Bolsonaro após o aumento de tarifas anunciado pelos Estados Unidos. Para o presidente do PSD, o apoio de Eduardo à medida prejudicou a imagem do clã. “Desde o primeiro momento, Eduardo deu um passo errado a favor do tarifaço. Influenciou para que houvesse tarifaço, e agora o Flávio corre atrás do prejuízo”, afirmou.
Na visão de Kassab, Flávio deveria ter se posicionado frontalmente contra as tarifas, em vez de pedir apenas o adiamento de sua aplicação. “Tem que manifestar a sua repulsa. Para todos nós, essas medidas são inadmissíveis”, completou.
Com informações de Gazeta do Povo