Washington (13.jul.2026) — O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta segunda-feira (13) o início de uma campanha diplomática destinada a enfraquecer o Tribunal Penal Internacional (TPI) e incentivar países aliados a abandonar o órgão.
Segundo Rubio, o TPI “ameaça de forma intolerável a soberania norte-americana ao reivindicar poder para processar e até prender militares e funcionários dos EUA”, motivo pelo qual a administração do presidente Donald Trump pretende ampliar sanções e restringir a entrada de integrantes do tribunal em território americano.
Pressão sobre parceiros
O plano prevê convocar embaixadores e altos funcionários estrangeiros para expor o que Washington classifica como “abusos do TPI” e pedir que desistam de apoiar o tribunal. Países que “se beneficiam do guarda-chuva de segurança dos EUA” e continuem cooperando com a corte passarão por “maior escrutínio”, informou o Departamento de Estado.
Em artigo publicado no Wall Street Journal nesta mesma data, Rubio acusou o TPI de ser impulsionado por “ONGs de esquerda, globalistas presunçosos e governos hostis do Terceiro Mundo” contrários aos interesses dos Estados Unidos. Ele prometeu usar “todos os recursos” disponíveis para “desmantelar o TPI, passo a passo, se necessário”.
Antecedentes de confronto
Os EUA não aderiram ao Estatuto de Roma, tratado que instituiu o tribunal. Em junho, o governo Trump já havia imposto sanções a altos funcionários do TPI após o órgão abrir investigações sobre supostos crimes de guerra cometidos por militares americanos no Afeganistão e sobre ações de Israel, aliado estratégico de Washington.
Além das novas restrições de visto, a Casa Branca pretende reforçar medidas econômicas contra integrantes da corte e entidades que cooperem com ela.
Rubio concluiu que o TPI tenta se transformar em “árbitro global sem prestar contas”, algo que, segundo ele, os Estados Unidos não aceitarão.
Com informações de Gazeta do Povo