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Vitória de Keiko Fujimori amplia domínio da direita na América Latina

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Keiko Fujimori garantiu, nesta quarta-feira (24), vantagem irreversível na apuração do segundo turno presidencial no Peru, superando o adversário de esquerda Roberto Sánchez e assumindo a chefia do Executivo peruano.

A confirmação do resultado ocorre três dias depois da eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia, também alinhado à direita, fortalecendo a guinada conservadora no continente.

Maioria conservadora

Com o Peru, a América Latina passa a ter 12 governos identificados com a direita ou centro-direita. Integram o bloco:

Argentina (Javier Milei), Chile (José Antonio Kast), Peru (Keiko Fujimori), Equador (Daniel Noboa), Colômbia (Abelardo de la Espriella), Bolívia (Rodrigo Paz), Paraguai (Santiago Peña), El Salvador (Nayib Bukele), Honduras (Nasry Asfura), Costa Rica (Laura Fernández), Panamá (Raúl Mulino) e República Dominicana (Luis Abinader).

Na outra margem do espectro político, permanecem no poder México (Claudia Sheinbaum), Guatemala (Bernardo Arévalo), Cuba (Miguel Díaz-Canel), Nicarágua (Daniel Ortega), Venezuela (Delcy Rodríguez), Brasil (Luiz Inácio Lula da Silva), Uruguai (Yamandú Orsi), Guiana (Irfaan Ali) e Suriname (Jennifer Geerlings-Simons). O Haiti segue administrado por um conselho transicional liderado por Edgard Leblanc Fils.

Disputa apertada no Peru

A corrida presidencial peruana foi uma das mais acirradas da história recente. Fujimori liderou no início da contagem, chegou a ser ultrapassada, mas retomou a dianteira com os votos do exterior. Sánchez contestou o resultado, alegando fraude sem apresentar provas, e tentou anular parte da votação estrangeira, pedidos que não prosperaram.

Quarta tentativa de Keiko

Filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), Keiko alcança o Palácio do Governo na quarta candidatura, após derrotas em 2011, 2016 e 2021. A campanha priorizou propostas de segurança pública, endurecimento contra o crime e restauração da ordem institucional.

Reflexos regionais

Nos Estados Unidos, a administração Donald Trump vê a expansão de aliados conservadores como oportunidade para ampliar o “Escudo das Américas”, aliança de combate ao crime organizado, narcotráfico e terrorismo. O secretário de Estado Marco Rubio declarou que o bloco tende a crescer com as mudanças de governo. Atualmente, participam Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá e Paraguai. A Colômbia deverá aderir após a posse de Espriella.

No Brasil, o pré-candidato Flávio Bolsonaro sinalizou intenção de ingressar na aliança caso vença a eleição deste ano.

Após a vitória no Peru, a direita passa a governar sete dos 12 países independentes da América do Sul, enquanto a esquerda administra cinco.

Com informações de Gazeta do Povo