Atenas (Geórgia) – 15 abr. 2026. O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, voltou a questionar publicamente o papa Leão XIV durante um encontro conservador da Turning Point realizado na Universidade da Geórgia. Católico, o republicano declarou que “é muito importante que o papa seja cauteloso ao falar sobre questões de teologia”, traçando um paralelo com a própria obrigação do vice-presidente de medir palavras sobre políticas públicas.
A declaração se deu na esteira das críticas feitas pelo presidente Donald Trump ao pontífice. Na segunda-feira (13), em postagem na rede Truth Social, o mandatário classificou o papa como “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”, após o líder da Igreja condenar a ofensiva militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã, hoje em cessar-fogo.
Trump escreveu que “não quer um papa que ache aceitável o Irã possuir armas nucleares” e que considere “terrível” o ataque norte-americano à Venezuela, país que, segundo ele, “enviava enormes quantidades de drogas” e soltava criminosos rumo aos EUA.
No palco da Universidade da Geórgia, Vance comparou o atual conflito no Oriente Médio à Segunda Guerra Mundial. “Deus estava do lado dos americanos que libertaram a França dos nazistas?”, perguntou à plateia, respondendo em seguida: “Certamente a resposta é sim.”
Mais cedo, em entrevista à Fox News, o vice-presidente adotou tom mais brando. “Tenho muito respeito pelo papa. Gosto dele, admiro-o. Não me incomoda quando ele se pronuncia sobre assuntos atuais, mesmo quando discordo de como aplica determinado princípio”, afirmou.
As recentes críticas refletem o atrito entre a Casa Branca e o Vaticano desde que o pontífice condenou a escalada de violência envolvendo Washington, Teerã e Tel Aviv.
Com informações de Gazeta do Povo