Washington, 29 de maio de 2026 – Um memorando interno do governo Donald Trump orienta consulados e escritórios de imigração a serem mais rigorosos na avaliação de pedidos de residência permanente (Green Card), sobretudo daqueles que tentam o chamado “ajuste de status” dentro dos Estados Unidos.
O que muda
A medida não altera a legislação – que só pode ser modificada pelo Congresso –, mas dá novos parâmetros administrativos aos agentes. O texto destaca que o Green Card é “um benefício, não um direito”, e reforça a discricionariedade dos oficiais: mesmo candidatos que cumpram todos os requisitos técnicos podem ter o pedido negado se o avaliador julgar haver fatores negativos.
Ajuste de status na mira
O ajuste de status permite a estrangeiros já presentes legalmente no país, como turistas ou estudantes, solicitar a residência sem sair do território americano. Com a nova diretriz, esses processos passarão por escrutínio maior, e muitos solicitantes poderão ser instruídos a finalizar o trâmite em seus países de origem.
Impacto para brasileiros
Cidadãos do Brasil devem enfrentar mais burocracia: questionários extensos, exigência de documentos adicionais e análise detalhada de eventuais infrações migratórias, como permanência além do prazo de visto ou mudança de propósito da viagem logo após a entrada.
Vistos mais afetados
Autoridades darão atenção especial a vistos de “intenção única”, caso dos vistos de turismo e negócios (B-1/B-2) e de estudante (F-1), que por lei pressupõem retorno ao país de origem. Já vistos de “dupla intenção”, como o H-1B para trabalhadores especializados, costumam enfrentar menos obstáculos porque admitem a perspectiva de residência permanente.
Outras ações recentes
Desde o ano passado, o governo Trump congelou temporariamente a emissão de vistos para 75 países, tornou obrigatórias entrevistas presenciais para crianças e idosos – antes isentos – e criou caução de até US$ 15 mil para solicitantes de determinadas nações, ainda sem inclusão do Brasil nessa lista. Todas as iniciativas têm como alvo reduzir o uso de benefícios sociais por estrangeiros.
As novas orientações já estão em vigor e valem para consulados norte-americanos em todo o mundo.
Com informações de Gazeta do Povo