Brasília – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para comandar a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte. A portaria de nomeação foi publicada na quarta-feira, 27 de maio de 2026.
Renata Gil, ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e companheira do ministro Dias Toffoli – que reassumiu vaga de titular no TSE em 13 de maio –, deixará o cargo de assessora do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, atualmente governador interino do estado.
Nova estrutura no tribunal
A Diretoria de Assuntos Internacionais substitui a antiga Assessoria de Assuntos Internacionais da Secretaria-Geral da Presidência do TSE. A resolução que criou a nova unidade foi publicada na terça-feira, 26 de maio.
Caberá à diretoria chefiada por Renata representar o tribunal em fóruns e organismos estrangeiros, promover o modelo brasileiro de votação eletrônica, acompanhar missões de observadores internacionais e participar de iniciativas de cooperação eleitoral.
Declarações da magistrada
Em mensagem nas redes sociais, Renata Gil afirmou ter recebido o convite com “honra e responsabilidade” e classificou a Justiça Eleitoral como “instrumento de soft power do Brasil perante as grandes democracias do mundo”. Ela também destacou a relevância da presença feminina em posições de decisão.
Trajetória profissional
Formada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Renata ingressou na magistratura em 1998. Indicada pelo Supremo Tribunal Federal, ocupou cadeira no CNJ até 2025, após ter seu nome aprovado pelo Senado por 74 votos a favor e 3 contrários em dezembro de 2023.
No CNJ, foi ouvidora nacional da mulher, coordenou a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e presidiu o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina. Em 2019, tornou-se a primeira mulher a liderar a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Renata ganhou projeção nacional ao idealizar a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica em 2020. A iniciativa, que orienta vítimas a desenhar um “X” na palma da mão para pedir socorro de forma discreta, foi transformada na Lei 14.188/2021. A magistrada também fundou o Instituto Nós por Elas, organização não governamental dedicada ao enfrentamento da violência e da desigualdade de gênero.
A data de posse na nova função ainda não foi divulgada.
Com informações de Gazeta do Povo