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EUA endurecem avaliação para Green Card com novo memorando, mas legislação segue intacta

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Washington, 29 de maio de 2026 – O governo do presidente Donald Trump enviou novas orientações a consulados e escritórios do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) para apertar a análise de pedidos de Green Card, documento que concede residência permanente a estrangeiros.

O memorando, datado de 21 de maio, determina que os oficiais avaliem com mais rigor solicitações de ajuste de status feitas dentro do território norte-americano por imigrantes portadores de vistos temporários. A medida pode levar parte dos candidatos a concluir o processo em consulados dos EUA em seus países de origem.

Discricionariedade reforçada

A advogada Ingrid Domingues-McConville, especializada em imigração há 31 anos, explica que a diretriz não altera a lei vigente. Segundo ela, o ajuste de status continua previsto na Seção 245 do Immigration and Nationality Act e é considerado um benefício, não um direito. “Só o Congresso poderia revogar essa seção; nenhum memorando presidencial tem esse poder”, afirma.

Apesar de a decisão final já depender do critério do oficial, o documento orienta servidores a escrutinar fatores que possam indicar irregularidades, como violações de regras migratórias, fraudes ou antecedentes criminais. Pedidos com histórico de permanência além do prazo autorizado ou mudança de propósito do visto tendem a receber questionamentos adicionais, conhecidos como RFEs.

Vistos de intenção única na mira

Vistos de turismo e negócios (B-1/B-2) e de estudante (F-1) — classificados como de intenção única — devem ser analisados com mais cautela que vistos de dupla intenção orientados ao trabalho, como H-1B e L-1. Processos baseados em casamento também poderão ser verificados com maior profundidade.

Contexto de medidas mais rígidas

Desde o início do segundo mandato, a Casa Branca endureceu a política migratória. Entre as ações recentes estão o congelamento temporário de vistos para cidadãos de 75 países, a obrigatoriedade de entrevistas presenciais para menores de 14 e maiores de 79 anos desde outubro de 2025 e, em março deste ano, a exigência de caução de até US$ 15 mil para certos solicitantes de vistos B-1 e B-2 — medida que não incluiu o Brasil.

Especialistas preveem novos desafios judiciais envolvendo as mudanças, tanto no processo de residência permanente quanto em demais procedimentos administrados pelo USCIS.

Com informações de Gazeta do Povo