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Classificação de PCC e CV como terroristas põe facções brasileiras na mira de sanções e operações dos EUA

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Washington, 2 de junho de 2026 – A inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras dos Estados Unidos, com vigência a partir de 5 de junho, autoriza o governo norte-americano a empregar bloqueio internacional de contas bancárias, rastreamento de lavagem de dinheiro e punições severas a quem financiar ou auxiliar as facções brasileiras.

Ferramentas ampliadas

Com o novo enquadramento, qualquer pessoa ou empresa que forneça suporte material aos grupos poderá ser processada sob legislações antiterrorismo dos EUA. Além disso, ativos financeiros ligados aos chefes das facções podem ser congelados em jurisdições que cooperem com Washington.

Precedentes na região

No México, os Estados Unidos concentraram esforços no bloqueio de capitais dos cartéis, uso de drones na fronteira e apoio a operações que resultaram na morte de líderes criminosos.

Na Venezuela, a resposta foi mais contundente. O Pentágono empregou porta-aviões e veículos aéreos não tripulados para destruir lanchas do tráfico em águas internacionais e conduziu missão especial em Caracas que terminou com a prisão de Nicolás Maduro, acusado de chefiar o Cartel de los Soles.

Medidas em outros países

Em El Salvador, Washington utilizou leis de segurança interna para deportar centenas de integrantes das gangues MS-13 e Barrio 18 diretamente para presídios de segurança máxima.

No Haiti, a estratégia principal foi o sufocamento financeiro das quadrilhas Viv Ansanm e Gran Grif, com congelamento de bens localizados sob jurisdição americana.

Cooperação do Equador

O governo equatoriano autorizou a primeira operação militar conjunta com os Estados Unidos, que bombardeou acampamentos de narcotraficantes. Também permitiu a extradição direta de líderes como “Fito”, chefe dos Los Choneros, para julgamento em cortes norte-americanas por tráfico internacional.

Plano para o Brasil

A administração Trump declarou intenção de utilizar “todas as ferramentas disponíveis” para neutralizar a influência do PCC e do CV, equiparando o tratamento dado às facções brasileiras ao aplicado contra Al-Qaeda e Estado Islâmico. O foco, segundo o Departamento de Estado, será desmontar as estruturas financeiras e operacionais dos grupos.

As medidas entram em vigor em 5 de junho e marcam a mais recente escalada de Washington no combate ao crime organizado na América Latina.

Com informações de Gazeta do Povo