Vancouver (Canadá) – O padre católico Larry Holland, de 79 anos, afirmou que profissionais de saúde do Hospital Geral de Vancouver (VGH) lhe ofereceram duas vezes a opção de Assistência Médica para Morrer (MAID) enquanto ele se recupera de uma fratura no quadril.
O religioso caiu no banheiro em 25 de dezembro de 2025 e permanece internado desde então. Segundo contou ao jornal The B.C. Catholic, a primeira abordagem partiu de um médico que, ao falar sobre possíveis agravamentos de saúde, mencionou o procedimento. “Fiquei sem palavras por alguns instantes”, relatou Holland, que respondeu ser moralmente contrário à eutanásia.
Semanas depois, uma enfermeira voltou ao tema, desta vez demonstrando, segundo o padre, desconforto ao tratar do assunto. “É uma falsa compaixão”, declarou o sacerdote, que atua em paróquias da Arquidiocese de Vancouver e possui formação em capelania hospitalar.
Em nota, a Vancouver Coastal Health, responsável pela administração do VGH, informou que seus profissionais podem mencionar a morte assistida “com base em julgamento clínico”, desde que tenham conhecimento e habilidades adequados, e que devem responder a dúvidas dos pacientes quando o tema é levantado.
O episódio ocorre num momento em que o Canadá se aproxima de 100 mil mortes registradas pelo programa MAID. O padre Larry Lynn, capelão pró-vida da arquidiocese, classificou o caso como “um dos exemplos mais alarmantes” do atual sistema de eutanásia no país.
Com informações de Gazeta do Povo