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Casa Branca confirma reunião entre Lula e Trump em Washington focada em tecnologia e terras raras

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Um funcionário da Casa Branca confirmou nesta terça-feira, 5 de maio, às agências Bloomberg e Associated Press que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. A data exata ainda não foi divulgada, mas a viagem já recebeu sinal verde do Palácio do Planalto.

Interesses na pauta

De acordo com analistas ouvidos pelo programa Última Análise, transmitido pela Gazeta do Povo, a reunião deve priorizar a disputa global por avanços em robótica, inteligência artificial e carros elétricos, além do acesso a terras raras brasileiras. O jurista Frederico Junkert lembrou que o Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses minerais, essenciais para eletrônicos e sistemas de defesa.

Empresas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália já correm para garantir posições em projetos nacionais de exploração de minerais críticos, movimento que, segundo especialistas, tende a ganhar impulso com a visita.

Confirmação brasileira

Na segunda-feira (4), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) havia antecipado a ida de Lula à capital norte-americana, ainda que o compromisso não constasse da agenda oficial. Alckmin afirmou que o objetivo central é “fortalecer a relação bilateral”.

Visões acadêmicas

Para Daniel Vargas, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), a Casa Branca enxerga nas terras raras uma alternativa à atual dependência da cadeia de suprimentos chinesa. “Não está claro quais serão as intenções de Trump, mas os Estados Unidos vivem pressão diante da concentração tecnológica da China, e o elemento das terras raras pode ser valioso”, avaliou.

Histórico recente

Lula e Trump se encontraram pela última vez em 25 de outubro de 2025, durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Kuala Lumpur, Malásia. Na ocasião, o brasileiro cobrou a retirada de tarifas impostas pelos EUA a produtos nacionais. Desde então, ambos enfrentam baixos índices de aprovação em seus países, fator que especialistas acreditam diminuir a chance de gestos meramente simbólicos no encontro em Washington.

Com informações de Gazeta do Povo