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Redes Melià, Iberostar e Blue Diamond encerram operações em Cuba sob pressão dos EUA

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Havana (Cuba) – A espanhola Melià Hotels, maior operadora estrangeira no mercado hoteleiro cubano, anunciou nesta quarta-feira (3) a retirada imediata de suas atividades na ilha, onde administrava 15 hotéis.

De acordo com comunicado enviado à Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) da Espanha, a rede instruiu sua subsidiária portuguesa, Ilha Bela, a rescindir imediatamente os contratos de gestão, comercialização e cessão de uso de marcas. A empresa afirmou que a decisão foi tomada “com profundo senso de responsabilidade corporativa” diante de “circunstâncias imprevistas” fora do alcance da subsidiária.

A saída da Melià ocorre a dois dias do término do prazo fixado por uma ordem executiva da Casa Branca, que determina a empresas e pessoas físicas estrangeiras o rompimento de vínculos comerciais com o regime cubano, sob pena de bloqueio de ativos nos Estados Unidos.

Outras redes também deixam a ilha

Na mesma semana, o grupo espanhol Iberostar, segundo maior operador hoteleiro estrangeiro em Cuba, confirmou que encerrará as atividades de 12 unidades no país. Já a canadense Blue Diamond, terceira maior em número de hotéis administrados, informou que abandonará completamente o mercado cubano.

O impacto chega também à aviação: a companhia aérea espanhola Iberia suspendeu seus voos entre Madri e Havana.

Contexto da pressão norte-americana

O governo do então presidente Donald Trump alega que Cuba abriga bases militares e de inteligência de adversários dos Estados Unidos. Desde o início do ano, Washington vem intensificando sanções, inclusive ameaçando taxar países que forneçam petróleo à ilha e ventilando possibilidades de intervenção militar.

O prazo imposto pela Casa Branca expira na sexta-feira (5). A partir dessa data, empresas estrangeiras que mantenham negócios com Havana poderão ter bens congelados em território norte-americano.

Com informações de Gazeta do Povo