A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comunicou o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL 20012 da água mineral natural Crystal sem gás (garrafas de 500 ml). A medida foi adotada depois que o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificou a bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra do produto.
O lote, envasado em 20 de janeiro pela Mineração Bom Jesus (MBJ) em Luziânia (GO), totaliza 374,4 mil unidades distribuídas nos seguintes locais:
- Distrito Federal – 230,4 mil garrafas;
- Goiás – 66,8 mil;
- São Paulo – 75,7 mil;
- Tocantins – 1,4 mil.
Segundo resolução publicada nesta quarta-feira (3) no Diário Oficial da União, a própria MBJ retirou preventivamente o produto do mercado logo após receber o laudo. A operação de envase e o recolhimento foram conduzidos pela Brasal Refrigerantes, parceira do Sistema Coca-Cola.
A Anvisa informou que a empresa apresentou documentação sobre a investigação interna para identificar as causas da contaminação e que, até o momento, não há indícios de problemas em outros lotes. O monitoramento segue acompanhado pela agência e pelas vigilâncias sanitárias estaduais e municipais.
Em nota, a Coca-Cola FEMSA Brasil destacou que o lote foi produzido fora de sua área de atuação e reiterou que demais produtos da marca continuam seguros para consumo. Já a Mineração Bom Jesus afirmou ter analisado mais de 300 amostras adicionais, todas sem contaminação, e ressaltou que o recolhimento é restrito ao lote citado.
A bactéria Pseudomonas aeruginosa, presente também em recente caso envolvendo detergentes Ypê, é resistente a diversos antibióticos e pode provocar infecções urinárias e respiratórias.
Com informações de Gazeta do Povo