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Bispos Alfonso de Galarreta e Bernard Fellay são excomungados pela segunda vez após novas consagrações sem aval papal

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Dois dos principais líderes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), o espanhol Alfonso de Galarreta e o suíço Bernard Fellay, incorreram em excomunhão automática depois de ordenarem quatro bispos sem a autorização do papa Leão XIV. A consagração ocorreu em 1.º de julho, no seminário de Écône, na Suíça.

Em nota divulgada em 2 de julho, o Dicastério para a Doutrina da Fé declarou que a FSSPX entrou em estado de cisma ao realizar as ordenações. Com a nova penalidade, Galarreta e Fellay tornam-se casos singulares na história recente da Igreja: cada um deles já havia sido excomungado em 1988, quando o arcebispo francês Marcel Lefebvre, fundador da fraternidade, os consagrou bispos contra a vontade de São João Paulo II. A sanção de então foi suspensa em 2009 pelo papa Bento XVI.

Trajetória de Bernard Fellay

Nascido na Suíça, Fellay ingressou no seminário de Écône em 1977 e foi ordenado sacerdote em 1982. Atuou como tesoureiro-geral da FSSPX e, em 1994, foi eleito superior-geral, função que exerceu até 2012. Durante seu mandato, promoveu aproximações com o Vaticano que culminaram na suspensão da excomunhão em janeiro de 2009, embora Bento XVI tenha salientado, em carta de março do mesmo ano, que o ministério de Fellay permanecia sem legitimidade canônica.

Histórico de Alfonso de Galarreta

Natural de Torrelavega, na Espanha, Galarreta mudou-se ainda jovem para a Argentina. Ingressou no seminário de La Plata em 1975, mas, em 1978, transferiu-se para Écône por discordar das reformas do Concílio Vaticano II. Foi ordenado sacerdote por Lefebvre em Buenos Aires, em 1980. Em 1985 assumiu a direção do distrito sul-americano da fraternidade e, mais tarde, chefiou a Casa Autônoma na Espanha e o Seminário Nossa Senhora Corredentora, em La Reja, Argentina. Desde 2018, atua como primeiro assistente-geral da FSSPX, sob a liderança do padre Davide Pagliarani.

Com a nova declaração do Vaticano, tanto Galarreta quanto Fellay voltam a ficar sujeitos às penas previstas pelo direito canônico para os casos de cisma, incluindo a proibição de administrar sacramentos em nome da Igreja.

Com informações de Gazeta do Povo